Human League
Written by Valdir Antonelli Thursday, 18 August 2005 21:00
O grupo foi formado em Sheffield, na Inglaterra, em 1977, por Martyn Ware e Ian Marsh, ambos conhecidos pelo nome de Dead Daughters. Pouco tempo depois convidam o vocalista Philip Oakey para a nova banda. Como um trio gravam uma primeira demo e começam a fazer algumas apresentações ao vivo. Alguns meses depois chamam Adrian Wright para auxilia-los nas performances. Adrian cuidava dos efeitos visuais e das projeções feitas durante os shows.
Em 1978 assinam com o selo Fast, por onde lançam o primeiro single, Being Boiled, que se transformou em um hit underground. O relativo sucesso os ajudou a serem chamados para abrir as apresentações do Siouxsie & the Banshees. Em 1979 sai o EP The Dignity of Labour, abrindo caminho para o primeiro disco completo, Reproduction. Com um som um tanto sombrio, quase dark e contando com uma forte influência do Kraftwerk, tiveram um single, Empire State Human, nas paradas inglesas.
No ano seguinte lançam Travelogue. O álbum entra no top 20 inglês e é o primeiro disco da banda lançado nos Estados Unidos, ainda que em quantidade limitada (em 1988 o álbum foi relançado). O trabalho já mostra o Human League caindo para o pop, mas ainda mantém a aura ´pesada´ do disco de estréia. O conflito entre manterem seu som ligado às antigas influências ou partir para algo mais abrangente fez o grupo se quebrar. Ware e Marsh resolvem deixar o grupo e montam o The British Electronic Foundation, enquanto Oakey, agora com a ajuda de Adrian Wright nos sintetizadores, recrutou o baixista Ian Burden e as garotas Susanne Sylley e Joane Catherall, depois de ve-las em um clube londrino.
Com a nova formação lançam, em 1981, o single Boys and Girls, entrando no top 50 da parada inglesa. O single seguinte, Sound of the Crowd chega mais perto do topo e Love Action, lançado a seguir, fica em terceiro lugar. Logo depois de lançarem Love Action o guitarrista Jo Callis é chamado. Com esta nova formação um novo single, Open Your Heart, vai muito bem nas paradas e se transforma no primeiro hit da banda.
Era a hora de mais um álbum cheio, então Dare! é lançado em 1981. Dare! captura um momento especial do pop feito na Inglaterra, já que, graças ao pós-punk, os sintetizadores começavam a fascinar as novas bandas, era uma época de mudanças para a arte moderna, inclusive para a cultura pop e o Human League conseguiu capturar todas estas mudanças com neste lançamento. É deste disco o maior sucesso da banda até hoje, Don´t You Want Me, que faz a festa nas baladas até hoje, sendo também o maior hit da banda nos Estados Unidos. Neste mesmo ano fazem uma turnê pelos Estados Unidos.
Em 1982 sai o álbum Love and Dancing com canções da banda remixadas. Love and Dancing foi sucedido por mais um EP com alguns lados B de singles das canções de Dare!. Fascination deu à banda dois novos hits, Mirror Man e (Keep Feeling) Fascination e abriram caminho para o quarto álbum do Human League Hysteria, lançado apenas em 1984. O álbum foi um fracasso, se comparado com seu antecessor, Dare!. Seu principal single, The Lebanon também não foi bem e o grupo resolveu que era hora de tirar férias. No ano seguinte Philip Oakey grava seu primeiro álbum solo junto com Giorgio Moroder.
A surpresa foi que, em 1986 o Human League reapareceu com um novo álbum. Crash, que veio com a produção de Jimmy Jam e Terry Lewis, conhecidos produtores ligados à música negra americana e que haviam trabalhado com Janet Jackson. Deste álbum o maior sucesso é Human. Apesar de ser mais bem recebido que Hysteria, e de conseguir galgar bons postos nas paradas graças ao sucesso de Human, Crash não serviu para o grupo se firmar entre os grandes da música mundial.
Quatro anos se passam e o Human League parecia ter desaparecido totalmente, quando lançam Romantic?, último álbum pela Virgin. A banda agora era apenas Oakey, Sulley e Catherall, sempre contando com músicos convidados. Neste álbum trabalharam o guitarrista Russell Dennett e o tecladista Neil Sutton. Romantic? também contou com a produção de Jimmy Jam e Terry Lewis, responsáveis pelo trabalho anterior, e também Martin Rushen, que já havia produzido a banda no começo da carreira. Heart Like a Wheel, que entrou no top 40 da parada inglesa. Infelizmente o som do Human League, no começo dos anos 90, já soava datado e o grupo desapareceu novamente em pouco tempo.
Um novo trabalho da banda só em 1995, quando o grupo assina com a East West. Octopus, o primeiro disco pelo novo selo, conta com a produção de Ian Stanley. O álbum tem pouca repercussão, tendo seu primeiro single, Stay With Me Tonight, sendo lançado apenas no Reino Unido.
São necessários outros seis anos para que a banda voltasse aos estúdios. Apenas em 2001 um novo álbum é lançado. Contaminados pelo revival dos anos 80, que estava começando a tomar de assalto a Inglaterra e os Estados Unidos, graças ao nascimento de novas bandas influenciadas pelo synth pop e pelo pós punk oitentista, o Human League cria um dos melhores álbuns da carreira, Secrets. Apesar de ter recebido ótimas críticas o álbum não vende bem.
O grupo, na verdade, jamais parou, mesmo durante o longo tempo entre alguns discos o Human League continuava a fazer shows pelo mundo. Tanto é que agora, em outubro de 2005, eles irão passar aqui pelo Brasil para um único show em São Paulo.
Por Valdir Antonelli




