Falco
Written by Danilo corci Thursday, 06 January 2005 21:00
Nascido Johann Holzel, no dia 19 de Fevereiro de 1957, em Viena, Áustria, Falco abandonou a escola aos dezesseis anos para tocar baixo. Em seguida, fez Conservatório durante seis meses para ser considerado como profissional. Ao término deste período, rumou para a então Berlim Ocidental e se juntou a uma banda de jazz-rock. Foi neste período que decidiu rebatizar-se, em homenagem ao esquiador alemão Falko Weissflog.
Em 1979 entrou para a banda Drahdiwaberl, cujo som era totalmente punk. Mas Falco, que durante a década de setenta nunca parou de ouvir David Bowie e Kraftwerk, queria mais. Em 1982 começou sua carreira solo, totalmente tecnopop, new romantics. ´Der Kommissar´, seu primeiro single cantado em alemão, tomou conta da Europa e também penetrou nos clubes mais modernos dos EUA.
Mas foi o ano de 1986 que projetou Falco ao mundo inteiro. Primeiro, trocou seu antigo produtor, Robert Ponger, pela dupla de holandeses Bolland e Bolland. Segundo, duas músicas: ´Rock Me Amadeus´ e ´Vienna Calling´, que ganharam as pistas de danças do planeta, juntando o pop eletrônico de refrões pegajosos com influências simplistas do rap norte-americano. Seu sucesso seguinte foi ´Jenny´, que acabou banida das rádios por falar abertamente de prostituição
Porém, como toda a carreira de astro pop desta linha é abortada, com Falco também não foi diferente. Apesar de seus esforços de cantar em inglês ao invés de alemão, o público europeu e americano, pouco afeito a coisas esquisitas, parou de prestar atenção. Sua carreira se voltava novamente para a Áustria e Alemanha, onde ainda era o rei do pop.
A década de 90 foi um pouco cruel com o astro. Apenas um hit, ´Mutter, der Mann mit dem Koks ist da´, atualíssima, que rodou o mundo. Ele era cada vez mais local. Tentando dar uma virada, tomou uma decisão radical e em 96 mudou-se para Santo Domingo, na República Dominicana. Ali, começou a produzir um novo álbum ´Out of the DARK [Into the Light]´. Porém, em 6 de Fevereiro de 1998, um acidente automobilístico calou de vez a voz de Falco, faltando apenas poucas semanas para a finalização do disco, lançado no mesmo mês do seu falecimento.
Falco era um dos legítimos new romantics, cheio de estilo. Sabia muito bem que o negócio da música também envolvia e muito o visual. Suas músicas, tecnopop em seu grau mais elevado, cantadas em alemão (uma língua de sonoridade dura, que dificulta tanto na sonoridade quanto no acompanhamento), ainda são referência para a eletrônica da atualidade. ´Rock Me Amadeus´, por exemplo, foi uma dessas pioneiras de fusão rock, electro, rap. Se foi apenas um lampejo? Talvez. Mas Falco está morto, vida longa ao Falco.
Por Danilo Corci




